Agente · Resultados
Gerado por IA. Não constitui recomendação de valores mobiliários nos termos da regulação CVM. Faça sua própria análise.
O 2026T1 entregou lucro de R$ 979 mi com margens em queda contínua e FCF derretendo — o resultado é recorrente, mas a tendência da linha de qualidade é claramente descendente. Gerado por IA. Não constitui recomendação CVM.
Último trimestre: o que entregou
No 2026T1 a Cemig reportou receita líquida de R$ 10,5 bi, EBITDA de R$ 1,8 bi (margem 19,0%) e lucro líquido de R$ 979 mi — queda ante os R$ 1,9 bi do 2025T4, que carregava itens sazonais/não recorrentes. A margem líquida de 11,16% (Q2/2026) está entre as mais baixas da série. E daí? O trimestre não foi ruim em caixa, mas a fotografia de rentabilidade confirma que o pico de margem ficou para trás.
Série desde 2020 — tendência
A leitura é inequívoca: a margem bruta caiu de forma monotônica de 23,3% (2024T2) para 16,39% (Q2/2026); a operacional desabou de 27,0% (2024T3) para 14,02% (Q2/2026); e a líquida recuou de 20,7% (2024T3) para 11,16% (Q2/2026). A receita cresce, mas a lucratividade encolhe a cada trimestre. E daí? Compressão estrutural de margem — custos (energia comprada, encargos) corroendo o spread, não um soluço pontual.
Qualidade do lucro (recorrência, não-recorrentes)
O pico de lucro de R$ 3,3 bi no 2024T3 (margem líquida 20,7%) foi claramente turbinado por não-recorrentes e não se repetiu. O lucro 'limpo' roda em R$ 1,0-1,2 bi por trimestre (R$ 1,0 bi em 2025T1, R$ 1,2 bi em 2025T2, R$ 979 mi em 2026T1). E daí? A geração recorrente é sólida e previsível, mas quem ancorar expectativa no trimestre de R$ 3,3 bi vai se decepcionar — o normalizado é bem menor.
Conversão em caixa (FCF) e disciplina de capital
O sinal mais incômodo: o FCF caiu de R$ 6,0 bi (2024T1) para R$ 2,8 bi (2026T1), e o FCF yield comprimiu de 18,9% para 6,7% no mesmo intervalo. O capex foi enxuto no 2026T1 (R$ 93 mi), o que segura o FCF, mas a queda vem da deterioração operacional e do maior serviço de dívida. E daí? A máquina ainda gera caixa, porém com metade da potência de dois anos atrás — e cortar capex para sustentar dividendo é estratégia com prazo de validade.
▼ Riscos
Compressão de margem contínua
margem bruta caiu 7 p.p. desde 2024T2 (23,3%→16,39%) sem sinal de estabilização
FCF em queda acelerada
FCF yield foi de 18,9% (2024T1) para 6,7% (2026T1); capex represado (R$ 93 mi) não é sustentável
▲ Oportunidades
Lucro recorrente previsível
base de R$ 1,0-1,2 bi/trimestre dá visibilidade de geração mesmo sem crescimento
Receita resiliente em alta
receita líquida R$ 10,5 bi (2026T1) sustenta dividendo apesar da margem menor