Agente · Saúde Financeira
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Alavancagem administrável no balanço (DL/PL 0,6x) mas com liquidez corrente apertada (0,82x) e caixa quase zerado — a estrutura aguenta, mas a folga de curto prazo é o ponto frágil.
Estrutura de capital
A dívida líquida está em R$ 2,4 bi (Q1/2026) com DL/EBITDA de 3,6x e DL/PL de 0,6x (Q2/2026). A série de DL/EBITDA melhorou de 6,6x (Q1/2024) para 3,6x — desalavancagem consistente. E daí? Para imobiliária de renda com ativo de R$ 6,9 bi, DL/PL de 0,6x é confortável; o balanço não está esticado, o tijolo cobre a dívida com folga.
Liquidez (corrente, seca)
Aqui está o alerta amarelo: a liquidez corrente caiu para 0,82x (Q2/2026), de 1,70x no Q2/2025, e a seca está em 0,82 (Q1/2026), abaixo de 1,0. O passivo circulante de R$ 928 mi (Q1/2026) supera o ativo circulante de R$ 761 mi. E daí? A empresa tem menos ativo de curto prazo do que obrigação de curto prazo — depende de rolagem de dívida e de fluxo de aluguel para não apertar o caixa.
Cobertura de juros vs. setor
A cobertura de juros está em 5,5x (Q4/2025), estável e em leve melhora desde 4,9x (2023). É um nível razoável, mas as despesas financeiras de R$ 76 mi (Q1/2026) consomem mais do que a receita líquida do trimestre. E daí? A cobertura medida por EBITDA está OK, mas a fragilidade aparece quando se compara o serviço da dívida com a receita orgânica — o conforto vem do EBITDA marcado, não do caixa puro.
Geração de caixa e sustentabilidade da dívida
O caixa em balanço derreteu de R$ 593 mi (Q3/2025) para R$ 6 mi (Q4/2025) e R$ 7 mi (Q1/2026), e o caixa operacional roda perto de zero (R$ 6 mi no Q1/2026). A dívida é sustentável pelo valor do ativo, mas não pela geração corrente. E daí? A Log depende de refinanciamento e venda de ativos para gerir liquidez — sustentável em ciclo normal, vulnerável em estresse de crédito.
Mapa de riscos de crédito
Cinco fatores ponderados: (1) liquidez de curto prazo abaixo de 1,0x — risco ALTO; (2) caixa quase zerado após payout — risco ALTO; (3) DL/EBITDA 3,6x — risco MÉDIO/baixo; (4) cobertura de juros 5,5x — risco BAIXO; (5) sensibilidade a juros no custo da dívida — risco MÉDIO. E daí? O risco de crédito não é de solvência (o ativo cobre), é de liquidez e refinanciamento — por isso MANTER com olho no caixa.
▼ Riscos
Liquidez corrente < 1,0x
0,82x no Q2/2026 com passivo circulante acima do ativo circulante
Caixa drenado
R$ 7 mi no Q1/2026 deixa pouca margem para choques ou novos dividendos
▲ Oportunidades
Desalavancagem em curso
DL/EBITDA caiu de 6,6x para 3,6x desde Q1/2024
Cobertura de juros estável
5,5x dá fôlego para rolar dívida sem default