Agente · Projeções
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Crescimento de topo robusto (CAGR 21,3%) e ganho de giro do ativo são os pontos fortes do modelo; o gargalo é o spread ROIC×WACC ainda negativo — o crescimento precisa virar retorno.
Drivers de crescimento
Três alavancas movem a receita: ritmo de entregas comerciais (E2), execução do backlog de defesa (KC-390) e crescimento de serviços/manutenção sobre a base instalada. O câmbio favorável amplifica o topo em reais, dado que +80% da receita é em dólar. A receita já saltou de R$ 4,4 bi (2024T1) para R$ 7,6 bi (Q1/2026) na base comparável. E daí? Os drivers são tangíveis e de demanda confirmada — o crescimento não é especulativo, é entrega de carteira.
CAGR de receita e lucro (com base e período)
O CAGR de receita acelerou e se estabilizou em patamar alto: 8,1% (2024T1) → 20,6% (2025T1) → 26,7% (2025T3) → 21,3% (Q1/2026). Já o CAGR de lucro é errático — distorcido por base (237,3% em 2025T1) e estabilizado perto de 13% nos trimestres seguintes. E daí? A receita cresce de forma consistente, mas o lucro não acompanha na mesma cadência — sinal de que a conversão para baixo é o elo a vigiar.
Eficiência (giro do ativo, conversão)
O giro do ativo melhorou de forma clara: de 0,49 (2023T2) para 0,64 (Q1/2026) — a empresa extrai mais receita de cada real de ativo, sinal de melhor utilização da fábrica. Mas o ciclo de conversão de caixa (CCC) de 57 dias (2025T4) e o estoque pesado mostram que a eficiência de giro ainda não se traduziu em liberação plena de caixa. E daí? A produtividade do ativo sobe, mas o capital de giro come boa parte do ganho — eficiência operacional sim, eficiência de caixa ainda não.
Variáveis a monitorar
Vigiar: (1) o spread ROIC×WACC — ROIC de 5,7% (Q1/2026) contra WACC em reais ~12% segue negativo, e fechar essa diferença é a métrica-mãe da tese; (2) margem EBITDA, que recuou para 11,4% e precisa reancorar acima de 14%; (3) ritmo de entregas vs. estoque de R$ 19,1 bi; (4) câmbio, que mexe diretamente no topo. E daí? O modelo só destrava valor quando o ROIC cruzar o WACC — sem isso, mais crescimento é mais capital empregado sem prêmio.
▼ Riscos
Spread ROIC×WACC negativo
Crescer a 21% empregando capital a retorno de 5,7% sem cobrir o WACC é crescimento que não cria valor.
Descolamento receita-lucro
Lucro cresce ~13% enquanto receita cresce 21% — a alavancagem operacional não está fluindo.
▲ Oportunidades
Giro em ascensão
Subir de 0,49 para 0,64 de giro mostra fábrica mais produtiva, base para margem e ROIC maiores.
Conversão de backlog
Execução do estoque de R$ 19,1 bi vira receita e caixa nos trimestres fortes do ano.