Agente · Saúde Financeira
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O balanço é o ponto forte da tese: liquidez folgada (corrente 4,54x), dívida líquida quase neutralizada e PL robusto — Usiminas tem fôlego de sobra para atravessar o ciclo sem risco de solvência.
Estrutura de capital (DL/EBITDA, DL/PL + série)
O DL/PL despencou para -0,0x no 2T26 (efetivamente caixa líquido ou dívida líquida desprezível) vindo de 0,2x estável ao longo de 2023-2026 — a dívida líquida caiu para R$ 4,1 bi (1T26) contra dívida bruta de R$ 8,8 bi, neutralizada por R$ 4,7 bi de caixa. O DL/EBITDA é poluído pelo EBITDA negativo recente (335x no 3T25, -45x no 4T25), métrica inútil nesses trimestres. E daí? Por estrutura de capital, Usiminas é uma das siderúrgicas mais conservadoras da B3 — alavancagem não é o risco aqui.
Liquidez (corrente, seca)
A liquidez corrente está em 4,54x (2T26), o topo da série histórica (era 3,25x no 4T23), e a seca em 2,96x (1T26) — o ativo circulante de R$ 16,3 bi cobre 4,5 vezes o passivo circulante de R$ 3,6 bi. E daí? Não há nenhum risco de liquidez de curto prazo; a empresa poderia honrar todas as obrigações correntes várias vezes só com o circulante.
Cobertura de juros vs. setor
A despesa financeira reportada na série está zerada (dado consolidado em outras linhas), mas o EBIT de R$ 374 mi no 1T26 contra dívida bruta de R$ 8,8 bi sugere cobertura apertada nos trimestres de EBIT baixo, embora o caixa de R$ 4,7 bi reduza muito o serviço líquido. E daí? A cobertura é o elo mais frágil da saúde financeira nos trimestres de margem fraca, mas o colchão de caixa compensa.
Geração de caixa e sustentabilidade da dívida
O FCF de R$ 1,7 bi (1T26) e R$ 1,0 bi (4T25) cobre folgadamente o serviço de dívida e o capex de R$ 264 mi — a empresa desalavancou organicamente, reduzindo dívida bruta de R$ 11,9 bi (1T25) para R$ 8,8 bi (1T26). E daí? A dívida é plenamente sustentável; a geração de caixa recente está pagando passivo, não rolando.
Mapa de riscos de crédito
Ponderando: (1) risco de solvência — BAIXO, DL/PL -0,0x e liquidez 4,54x; (2) risco de refinanciamento — BAIXO, caixa de R$ 4,7 bi cobre dívida de curto prazo; (3) risco de margem/cobertura — MÉDIO, EBITDA volátil compromete cobertura em trimestres ruins; (4) risco cíclico — ALTO, resultado refém do preço do aço; (5) risco de erosão de PL — MÉDIO, patrimônio caiu 24% em 12 meses. E daí? Crédito sólido; o risco do papel é de resultado, não de balanço.
▼ Riscos
Cobertura de juros frágil no fundo do ciclo
EBIT de R$ 374 mi (1T26) é magro frente à dívida bruta de R$ 8,8 bi
Erosão do patrimônio
PL caiu 24% de R$ 27,1 bi (2T25) para R$ 20,5 bi (2T26)
▲ Oportunidades
Caixa líquido praticamente neutro
DL/PL -0,0x (2T26) dá blindagem total contra cenário de stress
Desalavancagem orgânica
dívida bruta caiu de R$ 11,9 bi (1T25) para R$ 8,8 bi (1T26) via FCF