Agente · Saúde Financeira
Gerado por IA. Não constitui recomendação de valores mobiliários nos termos da regulação CVM. Faça sua própria análise.
Balanço de qualidade de crédito quase soberana para o padrão B3: DL/EBITDA de 0,4x, DL/PL de 0,0x e cobertura de juros de 5,5x. O único borrão é recente e autoinfligido — a empresa queimou caixa em dividendos em 2025T4 e saiu da posição de caixa líquido. Risco de crédito permanece baixíssimo.
Estrutura de capital
A série de DL/EBITDA conta a história: a empresa viveu entre caixa líquido e 0,2x de 2023 a 2025T3, saltou para 0,6x em 2025T4 e recuou para 0,4x em 2026T1 — DL/PL em 0,0x no Q2/2026. O salto de 2025T4 não foi operação: foi distribuição (a dívida líquida foi de R$ 7 mi em 2025T3 para R$ 214 mi em 2025T4, exatamente o trimestre do payout de 67,6%). Dívida bruta estável em R$ 318 mi (2026T1) contra PL de R$ 911 mi. O 'e daí?': a alavancagem é uma escolha de remuneração ao acionista, não uma necessidade do negócio — reversível a qualquer momento cortando payout, o que é o perfil de crédito mais confortável que existe.
Liquidez
Liquidez corrente de 2,22 e seca de 2,22 (2026T1/Q2-2026) — idênticas porque estoque é irrelevante (R$ 2 mi) num negócio de serviço. O ativo circulante de R$ 650 mi cobre o passivo circulante de R$ 292 mi com mais de 2x de folga. O ponto de atenção honesto: a liquidez ERA mais gorda — corrente de 3,55 em 2024T1 e caixa de R$ 347 mi em 2025T2 contra R$ 184 mi em 2026T1; a régua desceu um degrau após a farra de dividendos (caixa bateu mínima de R$ 114 mi em 2025T4 e já recompôs R$ 70 mi num trimestre). O 'e daí?': liquidez de 2,2x é confortável em qualquer manual; a velocidade de recomposição do caixa (+61% em um trimestre) prova que o problema foi pontual, não estrutural.
Cobertura de juros vs. setor
Cobertura de juros de 5,5x (2025T4), em melhora contínua desde 4,9x (2023) — e a despesa financeira trimestral é quase simbólica: R$ 9 mi (2026T1) contra EBIT de R$ 59 mi no pior trimestre recente. Para um setor (transporte/logística) onde players alavancados queimam 30-50% do EBIT em juros com Selic alta, a Tegma gasta ~15% do EBIT do seu PIOR trimestre em serviço de dívida. O 'e daí?': mesmo num cenário de estresse com EBIT caindo mais 30%, a cobertura ficaria acima de 4x — não existe cenário plausível de aperto de serviço de dívida.
Geração de caixa e sustentabilidade da dívida
O caixa operacional de R$ 100 mi em 2026T1 cobriria a dívida líquida inteira (R$ 133 mi) em pouco mais de um trimestre — a métrica dívida líquida/geração operacional anualizada fica abaixo de 0,5 ano. A dívida bruta de R$ 318 mi é estável há três anos (R$ 262 mi em 2023T2), ou seja, a empresa não rola crescimento com dívida: financia tudo com geração própria. O 'e daí?': a dívida é administrativa (provavelmente custo de oportunidade fiscal/caixa mínimo), não estrutural — o crédito da Tegma depende de uma única coisa: o negócio continuar gerando caixa, e a série de 12 trimestres mostra que gera em qualquer ciclo.
Mapa de riscos de crédito
Ponderação dos fatores: (1) Disciplina de distribuição — peso 35%: o payout de 67,6% (2025T4) que drenou R$ 164 mi mostra que a governança aceita esticar a distribuição; se repetir em ciclo de lucro fraco, a alavancagem sobe por decisão, não por necessidade. (2) Compressão de margem — peso 25%: EBITDA trimestral caiu de R$ 126 mi (2024T3) para R$ 76 mi (2026T1); a capacidade de serviço continua sobrando, mas a tendência reduz o colchão. (3) Concentração de clientes — peso 20%: inadimplência ou renegociação forçada de uma montadora grande atinge o contas a receber de forma concentrada. (4) Capex em elevação — peso 12%: R$ 44 mi em 2025T4 vs média histórica de ~R$ 10 mi pressiona o FCF disponível para serviço. (5) Refinanciamento — peso 8%: irrelevante no horizonte visível dado o tamanho da dívida vs caixa. Veredito de crédito: perfil sólido, equivalente a high grade local. Gerado por IA. Não constitui recomendação de valores mobiliários nos termos da regulação CVM. Faça sua própria análise.
▼ Riscos
Distribuição agressiva em ciclo fraco
O episódio de 2025T4 (payout 67,6%, caixa na mínima de R$ 114 mi) prova que a empresa prioriza o acionista mesmo às custas do colchão — repetição em lucro cadente sobe a alavancagem por escolha.
EBITDA encolhendo reduz o colchão
Toda métrica de crédito tem EBITDA no denominador ou no numerador; a queda de 40% do pico (2024T3→2026T1) aperta os índices mesmo com dívida estável.
▲ Oportunidades
Capacidade de endividamento ociosa
Com DL/EBITDA de 0,4x, a empresa tem espaço para financiar M&A ou ciclo de capex inteiro sem estressar o crédito — opcionalidade estratégica que o balanço dos pares não permite.
Recomposição rápida de caixa já em curso
+R$ 70 mi de caixa em um único trimestre (2025T4→2026T1) normaliza a liquidez sem qualquer medida extraordinária.