Agente · Precificação
Gerado por IA. Não constitui recomendação de valores mobiliários nos termos da regulação CVM. Faça sua própria análise.
A 8,9x lucro e 6,3x EV/EBITDA, o mercado precifica a Tegma como se a margem deprimida de Q2/2026 fosse o novo normal e o crescimento tivesse morrido. Preço-alvo de R$ 35,00 (+12,9% sobre R$ 31,00), que somado ao carrego de dividendos entrega retorno total atrativo — COMPRAR.
Múltiplos atuais
TGMA3 negocia a P/L 8,9x, P/VP 2,2x, EV/EBITDA 6,3x, EV/Receita 0,9x e DY de 11,97% (todos Q2/2026). A combinação é rara: paga-se menos de 9x lucro por um negócio de ROE de 26% — o P/VP de 2,2x só parece 'caro' até dividir pelo retorno (2,2x de book rendendo 26% = earnings yield real de ~11%). O 'e daí?': o conjunto de múltiplos descreve uma empresa madura e sem crescimento, mas o DY de quase 12% mostra que mesmo nesse cenário pessimista o acionista é pago para esperar.
Múltiplos vs. próprio histórico
O P/L de 8,9x está no meio da banda histórica (mínimo 6,8x em 2024T4, máximo 10,0x em 2023T4) — não há pechincha óbvia no lucro corrente. Mas o EV/EBITDA de 6,3x compara com 4,8x no fundo de 2024T4 e 7,3-7,4x nos topos, e o EV/Receita de 0,9x está colado na mínima da série. O detalhe que muda a leitura: o múltiplo atual é calculado sobre EBITDA e lucro DEPRIMIDOS (margem EBITDA caiu de 18,9% em 2025T1 para 15,9% em 2026T1). Múltiplo médio sobre lucro de fundo de margem = ação mais barata do que o headline sugere. O 'e daí?': o de-rating já aconteceu via lucro, não via múltiplo — o mercado puniu duas vezes.
Múltiplos vs. setor/pares
Frente ao setor de logística brasileiro — tipicamente intensivo em capital, alavancado e negociado a EV/EBITDA mais alto justamente porque o EBITDA precisa pagar capex pesado — a Tegma a 6,3x EV/EBITDA com capex residual é estruturalmente mais barata em fluxo de caixa por unidade de EV. O P/VP de 2,2x acima dos pares é a métrica errada para comparar: pares carregam balanços inchados de ativo rodante; a Tegma carrega rede e contrato. O 'e daí?': em qualquer comparação ajustada por intensidade de capital e ROIC (27,21% em Q2/2026), TGMA3 está na ponta barata do setor.
O que o preço de hoje embute
A R$ 31,00 e LPA de R$ 3,61 (Q2/2026), o earnings yield é de 11,6% — num P/L de 8,9x, o mercado embute crescimento real próximo de ZERO e perpetuação da margem líquida deprimida de 10,32%. O PEG de 0,79 (2026T1) confirma: mesmo com o CAGR de lucro desacelerando para 10,7%, paga-se menos de 1x o crescimento. O 'e daí?': o preço atual só é 'justo' se a margem nunca voltar nem parcialmente à média de 12-13% de 2024-2025 — premissa agressivamente pessimista para uma empresa que oscilou entre essas faixas a cada ciclo.
Enquadramento de valor (faixa justa + preço-alvo)
Cenário base: P/L alvo de 9,5-10x sobre LPA corrente de R$ 3,61 → R$ 34,30-36,10; cruzando com EV/EBITDA normalizado de 6,5-7x sobre EBITDA em recuperação parcial de margem, a faixa converge para R$ 33-37. Âncora: R$ 35,00, upside de +12,9% sobre R$ 31,00 — que somado ao dividend yield corrente entrega retorno total potencial superior a 20% em 12 meses. Cenário pessimista (margem presa em 10% e P/L 7x): ~R$ 25, downside de -19%. A assimetria é positiva mas não gritante — a convicção do COMPRAR vem do carrego de dividendo enquanto a tese matura. Gerado por IA. Não constitui recomendação de valores mobiliários nos termos da regulação CVM. Faça sua própria análise.
▼ Riscos
Value trap se a margem não voltar
O upside depende de normalização parcial de margem; se 10,3% líquida for estrutural, o papel está corretamente precificado e o retorno fica restrito ao dividendo.
DY corrente não é recorrente
O yield de 11,97% reflete payout extraordinário recente; normalizado, o yield tende a 6-8% — quem compra pelo headline de 12% pode se frustrar.
▲ Oportunidades
Dupla expansão (lucro + múltiplo)
Recuperação de margem reprecifica o L do P/L e historicamente puxa o múltiplo da banda de 8-9x para 10x — efeito composto no preço.
EV/Receita na mínima histórica
A 0,9x (Q2/2026, igual ao fundo de 2024), o mercado paga o piso da série por cada real de receita de uma líder de mercado.