Agente · Saúde Financeira
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Balanço sólido e conservador: DL/EBITDA de 0,7x e DL/PL de 0,4x colocam a RADL entre as estruturas de capital mais saudáveis do varejo brasileiro. O risco de crédito é baixo — a fragilidade não está na dívida, está no quanto o juro alto custa para servi-la.
Estrutura de capital (DL/EBITDA, DL/PL + série)
A alavancagem é baixa e estável: DL/EBITDA orbitou 0,6x-0,9x desde 2023 e está em 0,7x (1T26); DL/PL fechou o 2T26 em 0,4x. A dívida líquida de R$ 3,2 bi (1T26) é confortavelmente coberta por um EBITDA anualizado superior a R$ 4 bi. E daí? Esta é uma empresa que não corre risco de alavancagem — tem espaço de balanço para investir ou recomprar sem estressar covenants.
Liquidez (corrente, seca)
Liquidez corrente de 1,47 (2T26), estável há anos, e liquidez seca que saltou para ~1,48 (1T26) após reclassificação contábil. O ativo circulante de R$ 15,4 bi cobre com folga o passivo circulante de R$ 10,5 bi (1T26). E daí? A empresa paga suas contas de curto prazo sem aperto — liquidez confortável para um varejo que vive de giro e prazo de fornecedor.
Cobertura de juros vs. setor
A cobertura de juros está em 5,5x (4T25), em leve melhora desde 4,9x (2023) — mas é o calcanhar de aquiles relativo: EBIT de R$ 453 mi contra despesas financeiras de -R$ 473 mi no 1T26 mostra que, no trimestre, o serviço da dívida quase igualou o resultado operacional. E daí? A cobertura anual é saudável, mas trimestres sazonalmente fracos de EBIT deixam a margem de cobertura desconfortavelmente apertada — vigiar.
Geração de caixa e sustentabilidade da dívida
FCF de R$ 1,3 bi (1T26) e caixa operacional consistente cobrem o serviço da dívida e o capex com sobra para dividendo (payout subiu a 50,5% no 1T26). A dívida bruta de R$ 3,7 bi (1T26) é plenamente sustentável contra essa geração. E daí? A dívida não é problema de solvência — é totalmente autofinanciável; o payout em alta (50,5%) inclusive sinaliza que a gestão vê pouca necessidade de reter caixa para desalavancar.
Mapa de riscos de crédito
Pondero cinco fatores: (1) Alavancagem — BAIXO, DL/EBITDA 0,7x; (2) Liquidez — BAIXO, corrente 1,47; (3) Custo da dívida/cobertura — MÉDIO, cobertura 5,5x mas apertada em trimestre fraco; (4) Refinanciamento — BAIXO-MÉDIO, dívida bruta R$ 3,7 bi acessível a empresa investment-grade local; (5) Sensibilidade a juro — MÉDIO-ALTO, despesa financeira -R$ 473 mi corrói lucro. E daí? Risco de crédito agregado BAIXO — a estrutura é robusta; o que aperta é margem de lucro via juro, não risco de calote.
▼ Riscos
Cobertura apertada em trimestre fraco
EBIT R$ 453 mi ≈ despesa financeira -R$ 473 mi (2026T1) deixa pouca folga no 1T
Payout elevado
50,5% (2026T1) reduz retenção de caixa para amortecer choques
▲ Oportunidades
Balanço com espaço
DL/EBITDA 0,7x e DL/PL 0,4x (2026T2) permitem investir/recomprar sem estresse
Dívida autofinanciável
FCF R$ 1,3 bi (2026T1) cobre serviço, capex e dividendo com folga