Agente · Precificação
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A R$ 11,15, LAVV3 negocia a 5,8x lucro e 1,5x patrimônio entregando 29% de ROE e 21,9% de dividend yield — um desconto difícil de justificar. Faixa de valor justo R$ 12,80–14,50, âncora R$ 13,50 (21% de upside).
Múltiplos atuais (P/L, P/VP, EV/EBITDA, DY)
O papel sai a P/L de 5,8x, P/VP de 1,5x, EV/EBITDA de 7,4x e EV/Receita de 1,3x, com dividend yield estratosférico de 21,90% (todos Q2/2026). E daí? Um DY de quase 22% com P/VP de só 1,5x é o mercado dizendo 'não acredito que esse dividendo se sustenta' — ou está diante de uma ineficiência clamorosa. O sinal mais forte é o EV/Receita de 1,3x, o menor de toda a série: a empresa nunca esteve tão barata sobre faturamento.
Múltiplos vs. próprio histórico
O EV/EBITDA de 7,4x está abaixo da média da série (que oscilou de 5,9x em 2024T4 a 10,9x em 2023T3) e bem abaixo do pico recente de 10,3x (2025T4). O EV/Receita de 1,3x é o piso absoluto contra 2,8x em 2025T4 — uma compressão de mais de 50% em dois trimestres. E daí? Houve um de-rating brutal: entre 2025T4 e 2026T2 o mercado cortou o múltiplo de EV/Receita pela metade enquanto o ROE SUBIU de 26,1% para 29,03%. Múltiplo caindo com retorno subindo é a definição de janela de entrada.
Múltiplos vs. setor/pares
Incorporadoras de alto padrão como EZTec e Cyrela tendem a negociar entre 0,9x e 1,3x P/VP em ciclos de juros altos; a Lavvi a 1,5x P/VP carrega leve prêmio, justificado pelo ROE de 29% bem superior à média setorial. Em P/L, 5,8x está em linha ou abaixo de pares com ROE inferior. E daí? O prêmio de P/VP é merecido pelo retorno; o desconto implícito está no P/L e no EV/EBITDA, que não precificam nem o ROE de elite nem o yield.
O que o preço de hoje embute
A 5,8x lucro com ROE de 29%, o preço embute crescimento de lucro próximo de ZERO e/ou ceticismo total quanto à manutenção das margens — uma leitura coerente com o tombo da margem operacional para 20,16% (Q2/2026) vindo de 25,1% (2026T1). E daí? O mercado está extrapolando a contração de margem de um trimestre como permanente. Se a margem normalizar para a faixa histórica de 25%, o múltiplo atual vira pechincha; se a compressão for estrutural, o preço está justo. A assimetria favorece o comprador.
Enquadramento de valor (faixa de valor justo + preço-alvo)
Aplicando um P/L-alvo de 7,0x (re-rating parcial em direção à média histórica, justificado por ROE de 29% e DY de 22%) sobre o poder de lucro atual, e cruzando com P/VP de 1,7x sobre o PL de R$ 1,4 bi, chego a uma faixa de valor justo de R$ 12,80–14,50. E daí? Âncora de preço-alvo em R$ 13,50, upside de 21,1% sobre os R$ 11,15 de 09/06/2026 — COMPRAR. O dividendo de ~22% paga a espera enquanto o re-rating não vem.
▼ Riscos
Compressão de margem permanente
Se a margem operacional de 20,16% (Q2/2026) for o novo normal e não um soluço, o P/L-alvo de 7,0x não se sustenta e o valor justo desce para o piso da faixa.
Corte de dividendo
DY de 21,9% só faz sentido se sustentável; um corte reprecificaria o papel para baixo e validaria o de-rating.
▲ Oportunidades
De-rating exagerado
EV/Receita caiu de 2,8x para 1,3x em dois trimestres enquanto o ROE subia — reversão à média do múltiplo é o gatilho de upside.
Yield trava o downside
21,9% de DY oferece colchão raro; mesmo sem re-rating, o retorno total é defendido pelo provento.