Agente · Saúde Financeira
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A Intelbras está em sua melhor saúde financeira da série: dívida líquida negativa (net cash), liquidez corrente de 2,65 e desalavancagem de 2,5x para sub-zero em quatro trimestres. Risco de crédito mínimo — este é o pilar mais forte da tese.
Estrutura de capital (DL/EBITDA, DL/PL + série)
O balanço virou de página: o DL/PL chegou a -0,1x (Q2/2026), ou seja, caixa supera dívida, depois de ter subido a 0,4x (2025T1). O DL/EBITDA desalavancou de 2,5x (2025T1) para 1,1x (2026T1) e a dívida líquida caiu de R$ 1,3 bi (2025T1) para R$ 632 mi (2026T1), tendendo a negativa. E daí? A empresa saiu de um pico de alavancagem desconfortável para posição de caixa líquido em um ano — desalavancagem que remove o principal risco de equity e abre espaço para retorno ao acionista.
Liquidez (corrente, seca)
A liquidez é confortável e crescente: liquidez corrente de 2,65 (Q2/2026) e seca de 1,78 (2026T1), com caixa de R$ 1,3 bi cobrindo folgadamente o passivo circulante de R$ 1,5 bi. A seca acima de 1,0 mostra que, mesmo sem realizar estoque, a empresa honra obrigações de curto prazo. E daí? Não há stress de liquidez no horizonte visível — o capital de giro está saudável e o caixa é robusto.
Cobertura de juros vs. setor
A cobertura de juros de 5,5x (2025T4) é confortável e melhorou consistentemente desde 4,9x (2023). Com EBIT de R$ 128 mi (2026T1) contra despesa financeira de apenas -R$ 36 mi, o serviço da dívida consome fração mínima do operacional. E daí? O custo da dívida é amplamente coberto e em melhora — combinado com o net cash, o risco de refinanciamento é praticamente inexistente.
Geração de caixa e sustentabilidade da dívida
A geração de caixa sustenta a dívida com folga: o FCF de R$ 1,2 bi (2026T1), mesmo com o componente de giro, e a dívida bruta estável em R$ 1,9 bi (2026T1) totalmente coberta pelo caixa de R$ 1,3 bi mais recebíveis. A dívida bruta nunca foi um problema; o que mudou foi o caixa subir. E daí? A dívida é plenamente sustentável e a empresa tem opcionalidade — pode amortizar, distribuir ou investir sem aperto.
Mapa de riscos de crédito
Mapa ponderado: (1) risco de liquidez — BAIXO, corrente 2,65 e net cash; (2) risco de refinanciamento — BAIXO, cobertura 5,5x; (3) risco de capital de giro — MÉDIO, o CCC de 57 dias e o histórico de inchaço de estoque (R$ 2,0 bi em 2024T3) são o calcanhar; (4) risco de payout agressivo — MÉDIO, payout de 95,1% (2025T4) reduz colchão se repetido; (5) risco operacional/margem — BAIXO-MÉDIO. E daí? O perfil de crédito é forte (grau de investimento implícito), com a única vigilância real sendo a disciplina de estoque e de distribuição.
▼ Riscos
Reinchaço de capital de giro
O estoque já foi a R$ 2,0 bi (2024T3) e derrubou o FCF; é o vetor de stress mais provável.
Payout extremo drena colchão
Distribuir 95,1% do lucro (2025T4) é insustentável como regra e reduz a almofada de caixa.
▲ Oportunidades
Net cash como vantagem estratégica
DL/PL -0,1x permite M&A oportunista ou retorno ao acionista sem comprometer crédito.
Custo de dívida coberto e barato
Cobertura de 5,5x e despesa financeira contida liberam EBIT para o acionista, não para o banco.