Agente · Saúde Financeira
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Balanço de grau de investimento puro: caixa líquido (DL/PL -0,2x), cobertura de juros de 58x e liquidez confortável. A WEG é, em saúde financeira, das empresas mais sólidas da B3 — risco de crédito praticamente nulo.
Estrutura de capital (DL/EBITDA, DL/PL + série)
A WEG opera em caixa líquido: DL/PL de -0,2x e DL/EBITDA oscilando em torno de zero (0,2x no 2026T1, -0,0x no 2024T4). A dívida bruta de R$8,2 bi (2026T1) é mais que coberta pelo caixa de R$6,4 bi e pela geração; a dívida líquida de R$1,8 bi é irrisória diante de um EBITDA anualizado de ~R$8,5 bi. E daí? Estrutura de capital de fortaleza — a empresa pode atravessar qualquer recessão, recomprar ações ou consolidar sem stress de balanço. Isso é o que separa um compounder de um cíclico alavancado.
Liquidez (corrente, seca)
A liquidez corrente é 1,55 (Q2/2026), estável desde o 2025T4, recuando dos 1,86-1,92 de 2023 — efeito do passivo circulante crescer para R$17,7 bi (2026T1). A liquidez seca está em 0,98 (2026T1), abaixo de 1,0, sinalizando dependência de estoque (R$10,0 bi) para cobrir o circulante. E daí? A liquidez é boa mas não folgada como antes; o ponto de atenção é a seca abaixo de 1,0 — não é problema dado o caixa, mas merece acompanhamento se o estoque encalhar.
Cobertura de juros vs. setor
A cobertura de juros subiu de 44x (2023T1) para 58x (2025T4) — um patamar que torna o serviço da dívida irrelevante no resultado. Para contexto, industriais alavancadas brasileiras frequentemente operam abaixo de 3-4x. E daí? Com EBIT cobrindo juros 58 vezes, a WEG é imune a choque de juros pelo lado do endividamento — o custo da dívida não é um risco material, é uma nota de rodapé.
Geração de caixa e sustentabilidade da dívida
O FCF de R$4,5 bi (2026T1, TTM) cobre a dívida líquida de R$1,8 bi em menos de seis meses de geração. O payout subiu para 53,3% (2026T1), pico de 79,5% no 2025T4 — extraordinário, mas perfeitamente financiável dado o caixa líquido. E daí? A dívida não só é sustentável, é praticamente inexistente em termos líquidos; a empresa distribui mais e ainda mantém caixa positivo — sinal de geração robusta, não de alavancagem disfarçada.
Mapa de riscos de crédito (3-5 fatores ponderados)
Fator 1 — Alavancagem (peso alto): risco mínimo, caixa líquido (DL/PL -0,2x). Fator 2 — Liquidez (peso médio): risco baixo-moderado, seca em 0,98 e corrente caindo a 1,55. Fator 3 — Cobertura (peso alto): risco nulo, 58x. Fator 4 — Capital de giro (peso médio): atenção, estoque em R$10 bi e passivo circulante em R$17,7 bi crescendo. Fator 5 — Câmbio na dívida (peso baixo): dívida bruta de R$8,2 bi parcialmente em moeda forte, mitigada por receita externa. E daí? Score de crédito equivalente a grau de investimento alto — o único vetor a vigiar é o capital de giro, e mesmo esse é confortável dado o caixa.
▼ Riscos
Liquidez seca abaixo de 1,0
0,98 no 2026T1 indica dependência de estoque para cobrir o circulante — vulnerável se o giro de estoque travar.
Passivo circulante crescente
Subiu para R$17,7 bi (2026T1); pressiona a liquidez corrente, que recuou de ~1,9 para 1,55.
▲ Oportunidades
Capacidade de alavancagem ociosa
Caixa líquido permite tomar dívida barata para M&A ou recompra sem comprometer o rating implícito.
Cobertura de 58x
Imunidade a choque de juros — a WEG pode aumentar dívida produtiva com risco financeiro desprezível.