Agente · Saúde Financeira
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Liquidez de curto prazo é confortável (corrente 2,32), mas a estrutura de capital é o ponto fraco crítico: DL/EBITDA de 3,1x e dívida bruta inflando para R$ 2,7 bi (de R$ 1,5 bi em 2024T1) num cenário de FCF cronicamente negativo. Balanço sob tensão crescente.
Estrutura de capital (DL/EBITDA, DL/PL + série)
A alavancagem está esticada e piorando estruturalmente: DL/EBITDA de 3,1x e DL/PL de 2,1x no 2026T1, este último o pior da série (era 1,6x em 2024T1). A dívida líquida saltou de R$ 1,3 bi (2024T1) para R$ 2,1 bi (2026T1), e a dívida bruta quase dobrou de R$ 1,5 bi para R$ 2,7 bi no mesmo período. O patrimônio líquido de R$ 1,0 bi não acompanhou esse ritmo. E daí? A empresa financiou a expansão de frota empilhando dívida sobre uma base de capital própria estagnada — alavancagem de 3,1x num negócio cíclico é zona de atenção.
Liquidez (corrente, seca)
Aqui o balanço respira: liquidez corrente de 2,32 e seca de 2,30 no 2026T1 (estoque é irrelevante, R$ 7 mi, num negócio de serviços) — uma melhora enorme vs 1,67 no 2025T1 e 0,83 lá atrás (2023T2). O caixa de R$ 513 mi cobre folgadamente o passivo circulante de R$ 495 mi. E daí? Não há risco de liquidez de curto prazo — o problema não é solvência imediata, é a estrutura de longo prazo da dívida.
Cobertura de juros vs. setor
A cobertura é o sinal vermelho: EBIT de R$ 63 mi contra despesa financeira de -R$ 81 mi no 2026T1 dá cobertura EBIT/juros de apenas ~0,78x — o resultado operacional NÃO cobre a conta de juros do trimestre. Mesmo usando EBITDA de R$ 160 mi, a cobertura cai para ~2,0x, fraca para um negócio capital-intensivo. E daí? A operação está rodando para o banco, não para o acionista — qualquer aperto de margem ou alta de juros empurra o resultado para o vermelho.
Geração de caixa e sustentabilidade da dívida
Insustentável no ritmo atual sem reduzir capex: o FCF de -R$ 159 mi (2026T1) e o acumulado negativo de seis trimestres significam que a dívida cresce porque o caixa operacional (R$ 64 mi) não cobre o investimento (R$ 208 mi). A dívida só não explode mais porque há R$ 513 mi de caixa de colchão. E daí? A sustentabilidade da dívida depende inteiramente da normalização do capex — se a rampa de frota continuar, a alavancagem rompe 3,5x.
Mapa de riscos de crédito
Cinco fatores ponderados: (1) ALTO — alavancagem DL/EBITDA 3,1x crescente; (2) ALTO — cobertura de juros EBIT/despesa < 1,0x no 2026T1; (3) MÉDIO — FCF negativo crônico pressionando o endividamento; (4) BAIXO/MÉDIO — risco de refinanciamento mitigado por caixa de R$ 513 mi e liquidez corrente 2,32; (5) MÉDIO — sensibilidade a juros via dívida atrelada a CDI. E daí? O perfil de crédito é de uma empresa em expansão alavancada com folga de caixa, mas margem de erro estreita — VENDER sob a ótica de saúde financeira.
▼ Riscos
Cobertura de juros abaixo de 1x (EBIT)
EBIT R$ 63 mi não cobre despesa financeira de -R$ 81 mi no 2026T1.
Dívida bruta quase dobrou
De R$ 1,5 bi (2024T1) para R$ 2,7 bi (2026T1) com PL estagnado em R$ 1,0 bi.
FCF não cobre capex
Caixa operacional R$ 64 mi vs capex R$ 208 mi força captação contínua.
▲ Oportunidades
Colchão de liquidez robusto
Caixa de R$ 513 mi e liquidez corrente 2,32 afastam risco de default imediato.
Desalavancagem pós-capex
Normalizar capex levaria DL/EBITDA de volta para perto de 2,4x (nível de 2024T1).