Síntese Executiva · a leitura consolidada dos 8 agentes
Gerado por IA. Não constitui recomendação de valores mobiliários nos termos da regulação CVM. Faça sua própria análise.
Veredito dos agentes
Visão geral
Iochpe-Maxion (MYPK3) chega ao Q1/2026 como o clássico caso de deep value cíclico: o maior fabricante mundial de rodas e líder global em chassis negociando a 0,3x P/VP e 5,7x EV/EBITDA — múltiplos de liquidação para um ativo industrial de escala planetária. A R$ 8,90 (10/06/2026), o mercado está dizendo que não acredita na geração de caixa, e os números dão razão à desconfiança no curto prazo: ROIC de 5,3% roda abaixo do custo de capital, a margem líquida é de apenas 1,4% e o FCF do trimestre encolheu para R$ 50 mi, ante R$ 1,3 bi no Q1/2025. Os 8 agentes convergem num ponto raro — todos os oito cravaram MANTER. Não há divergência de direção, há divergência de ênfase: Precificação ancora o que o desconto vale (alvo R$ 10,50), enquanto Saúde, Resultados e Projeções explicam por que o desconto persiste. Esta síntese reconcilia: a tese não é 'comprar barato', é 'esperar a desalavancagem provar que o barato é justo'.
Ativo de classe mundial a preço de sucata — mas o desconto é merecido até o caixa livre voltar; ROIC de 5,3% (Q1/2026) ainda destrói valor e o FCF secou de R$ 1,3 bi (Q1/2025) para R$ 50 mi (Q1/2026).
Enquadramento de valuation
As lentes se reconciliam num intervalo estreito. Pela régua de ativos, P/VP de 0,3x e EV/EBITDA de 5,7x (Q1/2026) gritam barato — mas o PEG de 14,55 e o P/L de 6,4x sobre lucro deprimido lembram que não há crescimento para pagar o múltiplo. O enquadramento de Precificação ancora o ponto de equilíbrio: faixa de valor justo R$ 9,50–11,50, com preço-alvo central de R$ 10,50. Contra o preço de R$ 8,90 (10/06/2026), isso é upside de ~18% — retorno que existe mas que exige paciência com a desalavancagem (DL/EBITDA 4,8x → meta abaixo de 4,0x) e a volta do FCF. É um MANTER de convicção: o desconto é a margem de segurança, mas o gatilho de reprecificação (ROIC acima do custo de capital + FCF yield de dois dígitos) ainda não apareceu nos números do Q1/2026. Posição tática pequena, não core. Gerado por IA. Não constitui recomendação de valores mobiliários nos termos da regulação CVM. Faça sua própria análise.
Mapa de risco consolidado
Alavancagem ainda alta com cobertura de juros apertada
DL/EBITDA de 4,8x (Q1/2026) recuou da máxima de 7,3x (2023T3) mas segue elevado; com EBIT de R$ 219 mi contra despesas financeiras de -R$ 155 mi (Q1/2026), a cobertura de juros é de ~1,4x — margem fina que deixa o lucro líquido (R$ 37 mi) refém de qualquer choque de custo da dívida de R$ 9,0 bi.
FCF secou — o lucro existe, o caixa livre quase não
O FCF despencou de R$ 1,3 bi (Q1/2025) para R$ 50 mi (Q1/2026), com fcf_yield caindo de 71,8% para 3,6% no mesmo intervalo e tendo ficado negativo (-11,9%) no Q4/2025. Sem caixa livre robusto, a desalavancagem trava e o dividend yield de 7,2% fica sob suspeita de sustentabilidade.
Receita em contração estrutural
O CAGR de receita é de -3,0% (Q1/2026), em deterioração desde +19,5% (2023T4). Sem topo de linha, toda a tese de lucro depende de ganho de margem e corte de dívida — alavancas finitas que não substituem crescimento.
Em resumo
MYPK3 é a maior fabricante mundial de rodas negociando a preço de banana (0,3x valor de livro), mas barato com motivo: no Q1/2026 o lucro foi magro (margem de 1,4%), o caixa livre quase sumiu (R$ 50 mi vs R$ 1,3 bi um ano antes) e a empresa ainda carrega R$ 9,0 bi de dívida. Está melhorando — saiu de prejuízo para lucro de R$ 37 mi e vem cortando dívida — mas a receita encolhe (-3,0%) e o retorno (5,3%) ainda não paga o custo do dinheiro. Veredito: MANTER, preço-alvo R$ 10,50 (+18% sobre R$ 8,90). Aposta tática em virada, fatia pequena de carteira arrojada — não é renda nem segurança. Gerado por IA. Não constitui recomendação de valores mobiliários nos termos da regulação CVM. Faça sua própria análise.