Agente · Saúde Financeira
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DL/EBITDA de 10,6x é alarmante em qualquer leitura literal — a estrutura de capital é o calcanhar de Aquiles da MTRE, e mesmo com liquidez confortável, a dependência de rolagem de R$ 1,3 bi de dívida bruta num ambiente de juro alto é o maior risco do papel.
Estrutura de capital (DL/EBITDA, DL/PL + série)
A dívida líquida de R$ 1,2 bi sobre EBITDA trimestral de R$ 30 mi (anualizado ~R$ 120 mi) gera DL/EBITDA de 10,6x — e essa métrica está cravada acima de 10x desde 2023T2 (10,0x), tendo chegado a 12,8x em 2024T2. Em incorporação o EBITDA subestima a geração (PoC não captura caixa de vendas), então o número literal exagera o risco — mas mesmo descontando isso, 10,6x é alavancagem agressiva. O DL/PL de 1,1x (dívida líquida maior que o patrimônio de R$ 1,1 bi) confirma: a empresa é financiada mais por credor do que por acionista. E daí? A estrutura de capital é o fator que justifica o desconto patrimonial e o rating de crédito apertado.