Agente · Saúde Financeira
Gerado por IA. Não constitui recomendação de valores mobiliários nos termos da regulação CVM. Faça sua própria análise.
Sob a lente de crédito, MOVI3 é frágil: DL/PL de 9,2x, liquidez corrente de 0,85 (passivo de curto prazo maior que o ativo de curto prazo) e cobertura de juros de míseros 1,02x. A operação melhorou, mas o balanço continua no fio da navalha.
Estrutura de capital (DL/EBITDA, DL/PL + série)
A estrutura é agressivamente alavancada. O DL/EBITDA de 4,7x (Q1/2026) melhorou vs. o pico de 6,4x (2024T2), mas segue alto para uma empresa cíclica. O DL/PL de 9,2x é o número assustador: a dívida líquida de R$ 28,0 bi é mais de NOVE vezes o patrimônio de R$ 3,1 bi — chegou a 11,3x em 2024T4. E daí? O patrimônio é um amortecedor finíssimo: uma perda equivalente a um trimestre ruim de 2023 (-R$ 588 mi) corrói ~19% do PL. Essa empresa tem pouquíssimo colchão para absorver choque.
Liquidez (corrente, seca)
A liquidez é deficitária: liquidez corrente e seca ambas em 0,85 (Q1/2026), ou seja, o ativo circulante de R$ 9,1 bi não cobre o passivo circulante de R$ 10,7 bi. Melhorou vs. o pavoroso 0,56 do 2025T4, mas segue abaixo de 1,0. E daí? A Movida depende de ROLAGEM contínua de dívida e da venda de seminovos para honrar o curto prazo — não tem folga de caixa própria. Em janela de fechamento de crédito, isso é o ponto de pressão.
Cobertura de juros vs. setor
O indicador mais brutal: o EBIT de R$ 918 mi cobre a despesa financeira de R$ 903 mi apenas 1,02 vez (Q1/2026). Praticamente todo o resultado operacional vai pagar juros. Uma locadora saudável roda cobertura de 2,5x-3,0x. E daí? A Movida está a um soluço de cobertura abaixo de 1,0x — qualquer alta de juros ou tropeço de EBIT, e a empresa deixa de gerar lucro para cobrir o serviço da dívida. É a definição de saúde financeira tensionada.
Geração de caixa e sustentabilidade da dívida
A sustentabilidade da dívida depende inteiramente do ciclo de seminovos. O caixa operacional veio -R$ 1,0 bi (Q1/2026) e a dívida bruta voltou a SUBIR para R$ 29,9 bi (de R$ 25,8 bi no 2025T3). O FCF de R$ 109 mi é insuficiente perto de R$ 28,0 bi de dívida. E daí? A empresa não desalavanca por geração de caixa própria — desalavanca quando vende frota. Enquanto comprar carro (capex/frota), a dívida cresce. A sustentabilidade está condicionada à disciplina de não superdimensionar a frota.
Mapa de riscos de crédito (3-5 fatores ponderados)
Mapa ponderado: (1) RISCO DE ROLAGEM — peso ALTO: R$ 29,9 bi de dívida bruta a rolar com liquidez corrente de 0,85; (2) RISCO DE TAXA — peso ALTO: cobertura de juros de 1,02x não tolera Selic subindo; (3) RISCO DE COLATERAL/SEMINOVOS — peso MÉDIO: valor da frota usada sustenta o desalavancamento; (4) RISCO PATRIMONIAL — peso MÉDIO-ALTO: PL de R$ 3,1 bi absorve pouquíssima perda; (5) RISCO DE CAIXA — peso MÉDIO: caixa de R$ 1,8 bi vs passivo circulante de R$ 10,7 bi. E daí? VENDER na lente de crédito não porque vá quebrar, mas porque o risco assimétrico de balanço não está sendo pago a P/VP de 1,7x — o investidor de equity está subordinado a R$ 28 bi de credores e mal protegido. Gerado por IA. Não constitui recomendação de valores mobiliários nos termos da regulação CVM. Faça sua própria análise.
▼ Riscos
Cobertura de juros em 1,02x
EBIT mal cobre a despesa financeira (Q1/2026); zero margem para alta de juros ou queda de EBIT.
Liquidez corrente abaixo de 1,0
0,85 (Q1/2026) — passivo de curto prazo de R$ 10,7 bi supera ativo circulante; depende de rolagem.
Patrimônio fino vs. dívida
DL/PL de 9,2x deixa o PL de R$ 3,1 bi sem capacidade de absorver perdas relevantes.
▲ Oportunidades
Trajetória de desalavancagem
DL/EBITDA caiu de 6,4x (2024T2) para 4,7x e DL/PL de 11,3x para 9,2x — direção correta.
Reforço de caixa
Caixa subiu para R$ 1,8 bi (Q1/2026), o maior da série, dando algum fôlego de curto prazo.