Agente · Saúde Financeira
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Alavancagem moderada para o setor — DL/EBITDA de ~2,5x e DL/PL de ~1,0x (2026T1) — com liquidez corrente confortável de 2,1x. Saúde sólida, mas a dívida bruta de R$ 19,4 bi e o caixa minguando exigem olho na cobertura.
Estrutura de capital
A dívida líquida subiu de R$ 13,1 bi (2023T2) para R$ 18,5 bi (2026T1), elevando o DL/EBITDA TTM para ~2,5x (EBITDA TTM ~R$ 7,3 bi) e o DL/PL para ~1,0x sobre PL de R$ 18,3 bi. E daí? Alavancagem de ~2,5x é administrável para um negócio de fluxo previsível, mas a tendência de alta da dívida combinada com PL encolhendo (de R$ 20,3 bi em 2023T4) deteriora a folga na margem.
Liquidez
A liquidez corrente está em 2,08x — ativo circulante de R$ 17,9 bi sobre passivo circulante de R$ 8,6 bi (2026T1) — e como os estoques são zero (negócio de serviço), a liquidez seca é idêntica. Houve melhora desde 2024T4, quando o circulante era mais apertado. E daí? Folga de curto prazo confortável; a B3 não tem problema de solvência imediata, o risco é de estrutura, não de liquidez.
Cobertura de juros vs. setor
A cobertura (EBIT TTM ~R$ 7,0 bi sobre despesa financeira TTM ~R$ 1,9 bi) está em ~3,7x — saudável, mas longe de folgada para uma empresa de infraestrutura, e pressionada pela Selic: a despesa financeira cresceu de -R$ 357 mi (2023T2) para -R$ 463 mi (2026T1). E daí? Cobertura de ~3,7x aguenta, mas cada alta de juros corrói a margem de segurança — é a linha mais sensível do balanço ao cenário macro.
Geração de caixa e sustentabilidade da dívida
A dívida bruta atingiu R$ 19,4 bi (2026T1) enquanto o caixa caiu para R$ 922 mi e o caixa operacional oscila (de -R$ 637 mi em 2025T1 a R$ 1,6 bi em 2026T1). O serviço da dívida é coberto pelo EBITDA recorrente, mas a queda do caixa em balanço estreita o colchão. E daí? A dívida é sustentável enquanto o EBITDA de ~R$ 7,3 bi/ano se mantiver, mas o pagamento agressivo de proventos (payout 56%) com caixa baixo deixa pouca gordura para choque.
Mapa de riscos de crédito
Cinco fatores ponderados: (1) ALTO — sensibilidade da despesa financeira à Selic, já em -R$ 463 mi/tri; (2) MÉDIO — DL/EBITDA em alta para ~2,5x; (3) MÉDIO — PL encolhendo por payout de 56,1%; (4) BAIXO — liquidez corrente de 2,1x; (5) BAIXO — previsibilidade do fluxo de tarifa. E daí? O risco de crédito é moderado e concentrado em juros: a B3 não quebra, mas refinanciar dívida em Selic alta com PL minguando é o vetor a monitorar.
▼ Riscos
Dívida líquida em trajetória de alta
de R$ 13,1 bi (2023T2) para R$ 18,5 bi (2026T1) com PL encolhendo
Caixa em balanço baixo
R$ 922 mi (2026T1) é colchão fino frente a dívida bruta de R$ 19,4 bi
Sensibilidade a juros
despesa financeira de -R$ 463 mi (2026T1) sobe com a Selic e aperta a cobertura
▲ Oportunidades
Liquidez confortável
corrente de 2,1x (2026T1) afasta risco de solvência de curto prazo
Fluxo previsível cobre dívida
EBITDA recorrente de ~R$ 7,3 bi/ano sustenta DL/EBITDA de ~2,5x sem stress