Agente · Precificação
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A R$ 11,81 o papel é precificado a 1,0x o valor patrimonial por um negócio com ROE -10,86% e prejuízo recorrente. O P/L de -10,1x é literalmente inservível — você não paga 1x o livro por quem queima o livro. Valor justo R$ 10,50, downside de -11%.
Múltiplos atuais (P/L, P/VP, EV/EBITDA, DY)
O P/L de -10,1x (Q2/2026) é negativo porque o LPA é -1,24 — múltiplo de lucro não existe quando não há lucro. O que sobra como âncora é P/VP de 1,0x (Q2/2026) e EV/EBITDA de 12,3x (Q2/2026), com dividend yield raquítico de 1,4% (2026T1). E daí? O mercado precifica Auren pelo balanço (1x livro), não pelo resultado — e mesmo 12,3x de EV/EBITDA é caro para quem entrega ROIC de 2,73%.
Múltiplos vs. próprio histórico
O de-rating já aconteceu e foi violento: P/VP saiu de 1,1x (2023T3) para o fundo de 0,6x (2024T4) e voltou a 1,0x (Q2/2026) — ou seja, o papel reprecificou para CIMA mesmo com os fundamentos piorando. EV/EBITDA oscilou de 28,6x (2024T4) para 12,3x (Q2/2026) à medida que o EBITDA consolidado entrou na base. E daí? O re-rating recente de P/VP de 0,6x para 1,0x não foi acompanhado de melhora de retorno — é expansão de múltiplo sem lastro, o tipo de coisa que reverte.
Múltiplos vs. setor/pares
Geradoras renováveis saudáveis no Brasil negociam tipicamente entre 6-9x EV/EBITDA quando entregam ROIC acima do custo de capital. Auren a 12,3x (Q2/2026) com ROIC de 2,73% está cara em termos relativos: paga-se prêmio de múltiplo por retorno descontado. O P/VP de 1,0x parece neutro, mas para um ROE de -10,86% o justo seria desconto sobre o livro, não paridade. E daí? Contra pares, Auren não é barata — é um ativo alavancado precificado como se o retorno fosse normalizar, o que os números ainda não mostram.
O que o preço de hoje embute
A R$ 11,81 (1,0x livro) o mercado embute normalização: que o EBITDA de pico de R$ 1,5 bi (2025T4) é o run-rate sustentável e que as despesas financeiras de ~R$ 867 mi/tri (2026T1) recuam. Mas o trimestre mais recente entregou EBITDA de apenas R$ 290 mi (2026T1) e EBIT negativo de -R$ 95 mi. E daí? O preço precifica uma recuperação de margem que o último resultado desmente — está embutido otimismo, não margem de segurança.
Enquadramento de valor (faixa de valor justo + preço-alvo)
Sem lucro, ancoro em ativos com desconto pela destruição de valor: aplicando 0,85-0,90x sobre o PL de R$ 11,9 bi (Q2/2026) chego a uma faixa justa de R$ 10,00–11,00, com ponto médio em R$ 10,50. Isso é -11% contra os R$ 11,81 de hoje. Não há gatilho de re-rating até a alavancagem cair e o ROE virar positivo. E daí? Preço-alvo R$ 10,50, rating VENDER — paga-se hoje 1,0x o livro por quem encolhe o próprio livro. Gerado por IA. Não constitui recomendação de valores mobiliários nos termos da regulação CVM. Faça sua própria análise.
▼ Riscos
Re-rating sem lastro reverte
P/VP voltou de 0,6x (2024T4) a 1,0x (Q2/2026) sem melhora de ROE — expansão de múltiplo frágil.
Múltiplo de EBITDA caro vs. par
12,3x EV/EBITDA com ROIC 2,73% é prêmio sobre retorno descontado.
▲ Oportunidades
Piso de valor patrimonial
A 1,0x livro com PL de R$ 11,9 bi, o downside de balanço é limitado se não houver impairment adicional.
Re-rating se EBITDA de pico se confirmar
Se o run-rate convergir ao EBITDA de R$ 1,5 bi (2025T4), o EV/EBITDA cai e abre espaço de reavaliação.