Agente · Saúde Financeira
Gerado por IA. Não constitui recomendação de valores mobiliários nos termos da regulação CVM. Faça sua própria análise.
A saúde financeira de MBRF3 é o calcanhar de Aquiles e define o caso: DL/EBITDA de 10,7x, cobertura de juros abaixo de 1x e PL em erosão. Perfil de crédito frágil, no limite do sustentável.
Estrutura de capital (DL/EBITDA, DL/PL + série)
A alavancagem é alarmante e piorando. DL/EBITDA de 10,7x no Q1/2026 — patamar de empresa estressada, e a série recente mostra deterioração: era 8,6x (Q1/2025), foi a 9,8x (Q3/2025), 10,8x (Q4/2025) e 10,7x agora. O DL/PL é ainda mais assustador: 9,7x (Q1/2026), explosão frente aos 5,9x do Q1/2025, porque a dívida líquida subiu para R$ 135,8 bi enquanto o PL derreteu para R$ 14,0 bi. E daí? A empresa tem quase 10x mais dívida que patrimônio — a almofada de capital próprio praticamente sumiu, e qualquer perda relevante leva o PL a zero. Crédito frágil.
Liquidez (corrente, seca)
A liquidez está no fio da navalha. Liquidez corrente de 1,08 (Q1/2026) — mal cobre o passivo de curto prazo — e caiu de 1,22 (Q1/2025). A liquidez seca de 0,80 (Q1/2026) é o sinal vermelho: tirando os estoques de R$ 13,1 bi, a empresa tem só R$ 0,80 de ativo líquido para cada R$ 1,00 de passivo circulante de R$ 48,3 bi. E daí? A empresa depende de girar estoque e rolar dívida para honrar o curto prazo — sem acesso contínuo a crédito, há risco de aperto de liquidez. Margem de segurança quase nula.
Cobertura de juros vs. setor
Este é o número mais devastador do dossiê: o EBIT de R$ 1,4 bi (Q1/2026) cobre apenas 0,29x a despesa financeira de R$ 4,9 bi. Cobertura de juros abaixo de 1x significa que a operação não gera resultado suficiente nem para pagar os juros — sangra capital próprio para servir a dívida. Pares saudáveis do setor rodam cobertura de 3-5x. E daí? Uma cobertura de 0,29x é território de reestruturação — a empresa está pagando juros com caixa de balanço e novas dívidas, não com lucro operacional. Insustentável se os juros não caírem.
Geração de caixa e sustentabilidade da dívida
O que segura a empresa de pé é a geração de caixa: FCF de R$ 7,4 bi (Q1/2026, 12m) e EBITDA de R$ 3,0 bi/tri (~R$ 12 bi anualizados). Mas a dívida bruta de R$ 139,7 bi cresceu de R$ 121,5 bi (Q1/2025) — a empresa está se endividando MAIS, não desalavancando. Pior: pagou R$ 3,8 bi em dividendos no Q4/2025 com lucro negativo. E daí? A dívida só é sustentável enquanto o mercado de crédito rolar o estoque de R$ 139,7 bi — e distribuir dividendo nesse contexto é destruir liquidez que deveria abater dívida. Gestão de capital questionável.
Mapa de riscos de crédito (3-5 fatores ponderados)
Mapa de crédito (peso): (1) Alavancagem extrema — DL/EBITDA 10,7x — risco ALTO (peso 35%); (2) Cobertura de juros de 0,29x — risco CRÍTICO (peso 30%); (3) Liquidez seca de 0,80 — risco ALTO (peso 20%); (4) Erosão de PL para R$ 14,0 bi com DL/PL 9,7x — risco ALTO (peso 10%); (5) Sensibilidade à SELIC na despesa financeira — risco MÉDIO-ALTO (peso 5%). E daí? Quatro dos cinco fatores estão em vermelho — perfil de crédito especulativo/estressado. Rating VENDER por saúde financeira: o balanço é o motivo número um para ficar de fora. Gerado por IA. Não constitui recomendação de valores mobiliários nos termos da regulação CVM. Faça sua própria análise.
▼ Riscos
Cobertura de juros abaixo de 1x
EBIT de R$ 1,4 bi (Q1/2026) cobre só 0,29x os juros de R$ 4,9 bi — sangria de capital, território de reestruturação.
Dívida crescente, não decrescente
Dívida bruta subiu para R$ 139,7 bi (Q1/2026) de R$ 121,5 bi (Q1/2025) — não há desalavancagem em curso.
Liquidez seca abaixo de 1
0,80 (Q1/2026) significa dependência de estoque e rolagem para honrar passivo circulante de R$ 48,3 bi.
▲ Oportunidades
FCF cobre serviço da dívida
R$ 7,4 bi de FCF (Q1/2026) é a tábua que evita o pior — se direcionado a abater dívida, melhora o perfil.
EBITDA estável
R$ 3,0 bi/tri (Q1/2026) dá previsibilidade mínima para negociar rolagem de dívida com credores.