Agente · Precificação
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A R$ 1,42 (09/06/2026) a ação está barata em ativos e em EV/receita, mas o P/L negativo torna múltiplo de lucro inútil. O valor justo de R$ 1,60 ancora-se em EV/EBITDA normalizado — upside modesto de ~13% que não compensa o risco de execução até o lucro virar.
Múltiplos atuais (P/L, P/VP, EV/EBITDA, DY) com valor e período
A foto do Q2/2026: P/L de -8,8x (sem leitura econômica, a empresa dá prejuízo), P/VP de 1,9x, EV/EBITDA de 3,0x, EV/Receita de 0,6x e dividend yield de 0,0% (não distribui desde 2020T1). O único múltiplo que ancora valor é o EV/EBITDA — e a 3,0x ele está baixo em termos absolutos para qualquer operadora de consumo. E daí? Quem compra CVCB3 hoje compra EBITDA e ativos, nunca lucro nem dividendo.
Múltiplos vs. próprio histórico
Contra a própria série, o EV/EBITDA de 3,0x (2026T2) está perto da mínima histórica — despencou dos absurdos 24,4x do 2023T4 (quando o EBITDA era quase nulo) e ronda o piso visto no 2025T4 (2,5x). O EV/Receita de 0,6x (2026T2) repete a mínima do 2024T4. Já o P/VP de 1,9x recuou do pico recente de 2,7x (2025T2). E daí? Em múltiplos de fluxo a ação está no fundo do seu próprio range — o mercado já cortou o benefício da dúvida.
Múltiplos vs. setor/pares
Operadoras e plataformas de turismo negociam tipicamente entre 5x e 8x EV/EBITDA quando lucrativas; a CVC a 3,0x (2026T2) carrega desconto explícito de turnaround. O P/VP de 1,9x não é barato para um negócio com ROE -26,34% (2026T2) — paga-se quase 2x o patrimônio por um retorno negativo. E daí? O desconto no EV/EBITDA é merecido (risco de net line), e o prêmio no P/VP é injustificado pelo ROE — os dois se cancelam, sustentando rating neutro.
O que o preço de hoje embute
A R$ 1,42 com EV/Receita de 0,6x e EV/EBITDA de 3,0x (2026T2), o preço embute estagnação de margem e ceticismo com a conversão do EBITDA em lucro — coerente com a margem líquida ainda em -7,10% (2026T2). O mercado não está pagando pelo CAGR de receita de 11,18% (2026T2); está descontando o risco de que a despesa financeira de R$ 85 mi (2026T1) continue comendo o operacional. E daí? O preço atual é de 'mostre-me o lucro' — qualquer trimestre de net positivo recorrente destrava re-rating.
Enquadramento de valor (faixa de valor justo + preço-alvo)
Aplicando EV/EBITDA normalizado de ~3,5x–4,0x sobre o EBITDA em recuperação (R$ 175 mi no 2025T4; R$ 86 mi no 2026T1) e descontando a dívida líquida de R$ 249 mi (2026T1), chega-se a uma faixa de valor justo de R$ 1,45–R$ 1,75. O ponto-âncora é R$ 1,60, ~13% acima dos R$ 1,42 de 09/06/2026. E daí? Upside real, mas modesto e condicionado à execução — não há margem de segurança para erro de net line, por isso MANTER.
▼ Riscos
P/VP de 1,9x sem retorno
Pagar 1,9x patrimônio (2026T2) por ROE -26,34% é caro se o turnaround travar.
Múltiplo de lucro inexistente
P/L -8,8x (2026T2) impede ancoragem por earnings; valuation depende 100% de EBITDA.
▲ Oportunidades
EV/EBITDA no piso
3,0x (2026T2) vs. 24,4x (2023T4) dá assimetria se o EBITDA se mantiver.
Re-rating por lucro
Primeiro trimestre de lucro líquido recorrente reabilita o P/L e justifica múltiplo de pares (5x+).