Agente · Saúde Financeira
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Balanço é o trunfo da Blau: alavancagem mínima (DL/EBITDA ~1,4x e DL/PL reportado em 0,0x no Q2/2026), liquidez corrente de 2,66 e cobertura de juros de 5,5x. Risco de crédito baixo — a estrutura de capital aguenta o vale de lucro com folga.
Estrutura de capital (DL/EBITDA, DL/PL + série)
A dívida líquida está em R$ 574 mi (1T26), com DL/EBITDA de 1,4x — confortável e em queda frente ao pico de 1,7x (3T24). O DL/PL reportado no Q2/2026 é de 0,0x (mínimo da série, vindo de 0,3x), sobre um patrimônio de R$ 2,3 bi. Mesmo no histórico, o DL/PL nunca passou de 0,3x. E daí? A empresa é estruturalmente desalavancada — não há risco de solvência no horizonte visível, e há espaço de balanço para investir ou recomprar.
Liquidez (corrente, seca)
A liquidez corrente está em 2,66 (Q2/2026) — para cada real de passivo de curto prazo há R$ 2,66 de ativo circulante. A liquidez seca, que exclui estoques, está em 1,67 (1T26), ainda acima de 1,0. O ponto de atenção: ambas caíram do pico (corrente de 4,63 no 4T23, seca de 2,75), porque o passivo circulante cresceu para R$ 688 mi. E daí? A liquidez é folgada e cobre o curto prazo com sobra, mas a tendência de aperto merece acompanhamento — não é alarme, é vigilância.
Cobertura de juros vs. setor
A cobertura de juros está em 5,5x (2025), em trajetória de melhora contínua desde 4,9x (2023). Significa que o EBIT cobre os juros 5,5 vezes — folga saudável para uma empresa industrial. Ainda assim, o pico recente de despesa financeira (-R$ 55 mi no 1T26) lembra que a cobertura pode oscilar em trimestres de câmbio/juros adversos. E daí? A capacidade de pagar juros é sólida e melhorando; o crédito da Blau é de boa qualidade.
Geração de caixa e sustentabilidade da dívida
Aqui está o senão da saúde financeira: o caixa operacional caiu para R$ 33 mi (1T26) e o FCF ficou negativo em R$ 123 mi, pressionado por capex de R$ 130 mi (4T25). A dívida é baixa e sustentável, mas a queima recente de caixa, se persistir, forçaria a empresa a sacar do balanço folgado. O caixa em si é magro (R$ 56 mi no 1T26), embora compensado pela baixa dívida. E daí? A dívida é sustentável com sobra; o que precisa virar é a geração de caixa, não a estrutura de capital.
Mapa de riscos de crédito (fatores ponderados)
Pondero cinco fatores: (1) Alavancagem — BAIXO (DL/EBITDA 1,4x, DL/PL 0,0x); (2) Liquidez — BAIXO/MÉDIO (corrente 2,66, mas em queda); (3) Cobertura — BAIXO (5,5x e subindo); (4) Geração de caixa — MÉDIO/ALTO (FCF negativo dois trimestres); (5) Refinanciamento — BAIXO (dívida bruta de R$ 630 mi sobre PL de R$ 2,3 bi). E daí? Perfil de crédito sólido, com o único vetor de atenção sendo a conversão de caixa — o que sustenta o rating COMPRAR pela lente de solidez do balanço.
▼ Riscos
Queima de caixa recente
FCF de -R$ 123 mi (1T26) e caixa operacional de R$ 33 mi — se persistir, consome a folga do balanço.
Liquidez em tendência de aperto
Corrente caiu de 4,63 (4T23) para 2,66 (Q2/2026) com passivo circulante subindo a R$ 688 mi.
▲ Oportunidades
Balanço quase sem dívida líquida
DL/PL de 0,0x (Q2/2026) e DL/EBITDA de 1,4x dão capacidade de investir/recomprar sem risco de solvência.
Cobertura de juros em melhora estrutural
De 4,9x (2023) a 5,5x (2025) — qualidade de crédito subindo de forma consistente.