Agente · Macro
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Ambev é defensiva por natureza: caixa líquido a torna ganhadora líquida com juros altos, tem hedge natural parcial via operação internacional, e repassa inflação a preço. Em ciclo de Selic em queda, perde o atrativo relativo de carrego mas ganha em múltiplo.
Sensibilidade a juros (alavancagem, custo da dívida)
Aqui a Ambev é a anti-frágil: por ter caixa líquido (-R$ 11,8 bi de dívida líquida no 1T26), juros altos a beneficiam — o caixa rende mais do que a dívida custa. Diferente de empresas alavancadas, alta de Selic engorda a receita financeira. Já num ciclo de queda da Selic, perde esse vento de cauda no resultado financeiro, mas ganha pela compressão do prêmio de risco que infla múltiplos — exatamente o re-rating visto no P/L de 11,5x (3T25) para 16,6x (Q2/2026). E daí? É das poucas que torce por juros altos no resultado, mas o mercado a reprecifica para cima quando caem.